Respostas difíceis

Sempre soube que a minha menina tinha uma sensibilidade invulgar para a idade dela. Não é normal uma criança de três anos perguntar às pessoas se estão tristes, qual o motivo da sua tristeza. Gosta sempre dos "mais fracos" dos mais "desfavorecidos", fala com os idosos, chegou a dizer a uma pessoa que ela sentia ser muito sozinha (e é!!) para ir para casa dela.
Ontem, depois de ter brincado muito no parque ao fim da tarde, enquanto eu a olhava de longe, jantou e ficou a cair de sono. Sozinhas na sala, ela pediu para dormir (nada normal!!), pediu para ir para o meu colo. Aninhou-se em mim. Sentada nas minhas pernas, deitada no meu peito, a sua cabecinha junto ao meu pescoço e, inesperadamente, levantou a cabeça e a apontar para o meu portátil perguntou-me o motivo de o M não estar lá a sorrir.
Eu não soube responder...
Ela notando o meu silêncio insistiu, fez várias perguntas, queria saber a razão de ele não estar lá a dizer-nos adeus. Não soube mesmo responder... Comovida, a ver a tristeza nos olhinhos dela, impedi que as minhas lágrimas caissem na sua pele castanha. Fechou os olhos e adormeceu abraçada a mim.

4 Vizinho(s) mais amarelo(s):

Poetic GIRL disse...

Há perguntas para as quais nem nós temos resposta não é? Tocam bem cá no fundo, uma beijoca

Joana disse...

Que bonita a vossa cumplicidade. :)
Beijinhos para as duas.

Fi disse...

Que giro ver isto... Quando eu era pequenina aconteceu-me precisamente o mesmo... Por vezes era dificil porque não tinha a maturidade necessária para lidar com a sensibilidade que já tinha...

Beijinhos*

ML disse...

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