Monte de emoções

Agora sou eu quem está com medo.
Medo desta mesma forma de ver o mundo.
Desta mesma forma de falar, mesmo com palavras mudas.
Estou com medo dessa palavra redonda.
Medo deste sorriso. Medo de escrever. De pensar.
Medo do que provoco sem querer. E medo de querer provocar.
A verdade é que estou com medo deste monte... de emoções.

4 Vizinho(s) mais amarelo(s):

Amarrotada disse...

:) Aproveita! O medo não nos deixa viver as coisas, se elas tiverem um fim ao menos vivemos e aproveitamos enquanto durou...
Go For It! :)

Pérola Negra disse...

Amarrotada: Claro, é o que estou a tentar fazer, aproveitar enquanto dura! Mas há coisas que são tão boas que temos medo que mudem... Obrigada pelas palavras!
Beijinhos

m.a.r.o. disse...

Desde tempos imemoriais, que o Homem teme aquilo que desconhece... aquilo que nos faz arder cá por dentro, aquilo que não controlamos mesmo quando parece ou é bom... o que de facto é importante, é que ninguém coloca dentro de nós coisas que não existem. Quando muito, o desconhecido desperta em nós algo que vivia num sono profundo, algo que não sabíamos donos, algo que cujo acordar intenso, como que se tivesse vivido anos sufocado, de repente aparecesse enorme à frente dos nossos olhos. Esse monte de emoções esteve sempre dentro de ti, tu é que o julgaste inexistente, transparente, mera ilusão ou ficção.
O medo eleva-nos os sentidos, concentra-nos nos pormenores e aumenta os limites dos sonhos que podemos viver...
E isto, mesmo que nos amedronte, é por si só, um privilégio ao alcance de poucos.

Velho Anónimo disse...

Neste dia, uma coisa escapou-me... esqueci de perguntar...
qual é a palavra redonda de que tinhas medo?