Coisinhas...



Como o Natal é tempo de celebração, de paz, de amizade e de mimar quem nos rodeia, neste Natal decidi mimar as mulheres da casa com estas flores. São uma maneira diferente de enfeitar o presente e de certeza que elas vão gostar. Mimem também a vossa família, o Natal serve para isso mesmo.

FeLiZ NaTaL

Caminhos


Tantas vezes percorri este caminho que me leva a lado nenhum...
Ou se me leva a algum lado, guia-me na incerteza e na insegurança que me torna covarde e me torna invisível aos olhos do mundo...
Quero percorrer outra estrada, quero seguir e contemplar as voltas do arco-iris e ser hipnotizada pelos raios lunares...
Não quero seguir mais os caminhos obscuros das minhas ideias, nem os caminhos tenebrososos da minha imaginação...
Quero uma trajectória firme e clara, dourada como o sol onde se vislumbre a alegria, que é seguir o caminho, que para mim foi talhado pelo destino...

Luny

Uma nota de 20 Euros, dívidas e uma lição de moral...

Há dias que não não devemos por os pés fora de casa e eu tive a prova disso na sexta-feira...
Comecei por ir levantar dinheiro.
Só tinha na conta 25 Euros e queria levantar o dinheiro todo. Naquela zona só há duas caixas multibanco e uma estava fora de serviço, pelo que me dirigi à outra. Meti o cartão na ranhura, inseri o pin e meti a quantia que queria levantar e eis que o multibanco só dispunha de notas de 20 euros. Fiquei chateada porque ia ficar com 5 euros empatados na conta que podia gastar a meu belo prazer, então resolvi ir tirar umas fotocópias com os trocos que me restavam na carteira e enquanto isso podia ser que actualizassem a caixa multibanco. Por acaso tive sorte que não estava ninguém e tirei as cópias num instantinho, mas lixei-me logo a seguir, no pagamento. Faltavam-me 20 cêntimos, que fiquei a dever ao senhor da loja. Toda envergonhada disse que as caixas multibanco estavam fora de serviço, para não parecer tão mal.
Sai da loja, toda vermelha e fui ver se já havia dinheiro no multibanco. Nada...
Resolvi levantar a porra dos 20 euros (já começava a ficar lixada) e fui tomar café. Lá tomei o meu cafézinho, no café do costume, sossegadinha, enquanto lia o jornal. Quando acabei fui pagar... Apresentei a minha nota de 20 euros e a empregada disse-me: "Ai, não tenho troco. Pagas quando puderes!" Não fiquei supreendida, porque vou lá todos os dias e nunca iria ficar a dever eternamente um café, mas confesso que já estava a sentir-me mal de ficar a dever dinheiro aqui e ali...
Entretanto fui para casa, acabar de fazer a minha mala, para ir passar o fim-de-semana fora. Depois dirigi-me à paragem dos transportes públicos para ir para a central de camionagem. O autocarro chegou num ápice. Entrei, com a mala carregadíssima (ainda me doem os braços!), e disse ao motorista: "Um bilhete para a central!"
Bem, ele olhou para a minha nota de 20 euros e começou a rosnar (sim, porque eu, ao princípio, não estava a perceber o que ele estava a dizer!). Começou a dizer que não tinha troco e que eu tinha de me desenrascar e destrocar com alguém no autocarro. Eu, vermelha que nem um tomate,fui perguntando às pessoas que entravam se tinham troco de 20 euros... e ninguém tinha! Então ele disse-me: se quiser deixa ficar os 20 euros e depois vai buscar o troco à sede (com aquela voz, meia copofónica, de quem se emborrachou na noite anterior!) Aí eu ri-me. Que situação ridícula, até parecia que eu não tinha dinheiro e estava a implorar para ele me levar a algum lado! Eu tinha uma nota de 20 euros, se ele não tinha troco azar o dele, mas eu não o ia deixar ficar com a minha última nota! Aliás, isso nem tinha lógica nenhuma. Cá para mim ele nem sequer sabia fazer o troco, mas aquele serzinho mal-educado e arrogante não ia levar a melhor! Ele ia disparatando e eu ia dizendo: "Não quero saber... Não tenho culpa de o senhor não ter troco!" Ele reclamava e eu reclamava por cima.
Valeu-me a bondade de uma senhora que me viu naquela aflição e me pagou o bilhete. Disse-me: "Temos de ser uns para os outros!" Tive aí a minha lição de moral: Afinal neste mundo não andam só parvos e estúpidos. Afinal há pessoas boas, que não se importam de ajudar alguém que está num situação difícil por causa de uma pessoa que, definitivamente, é deficiente mental!
Foi aí que me lembrei de fazer queixa do senhor em causa e perguntei-lhe o nome. Acreditam que ele não mo disse? O que vale é que eles são obrigados a andar com crachás de identificação. Mal sai do autocarro dirigi-me a um pequeno quiosque onde se podem comprar os passes e perguntei onde podia fazer queixa... Conclusão: trouxe o papel das reclamações comigo e já estou a preparar uma queixa digna daquelas que dá direito a despedir alguém com justa causa.
E foi assim que eu, com uma nota de 20 euros no bolso, consegui ficar a dever dinheiro a 3 pessoas e reaprendi que no meio de tanta estupidez ainda há pessoas que merecem um lugar no céu...

Luny

Uma pequena introdução nunca fez mal a ninguém, por isso aqui vai:

Não sei onde vai parar este blog...
Apeteceu-me criá-lo porque o Bairro Amarelo existe, efectivamente, e as míudas também. Somos amigas... partilhamos alegrias, tristezas, o nosso dia-a-dia...
Para além disso, temos uma certa tendência para reparar nas pessoas que se cruzam connosco,nesse mesmo bairro, e sem querer elas começam a fazer parte da nossa vida.
Talvez o blog siga o mesmo caminho das nossas conversas, ou daí talvez não... Não sei... Logo se verá...